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 Historia geral Anarch

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AutorMensagem
Caliban Infersarre
Ancião Príncipe
Ancião Príncipe


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Idade : 482
Localização : Empire state
Descrição física : Caliban Infersarre é um homem consideravelmente de estatura mediana, suas roupas antiquadas refletem sua idade avançada e seu rosto repugnante é escondido por uma mascara de ferro com uma aparência muito rústica, muitos a confundem com uma mascara de ouro maciço, sua mãos são cobertas por luvas de couro, pretas e sua voz, contem um forte e arrastado sotaque russo.
Data de inscrição : 26/11/2008

MensagemAssunto: Historia geral Anarch   Seg 08 Dez 2008, 11:35

"As rebeliões sempre fizeram parte da história da humanidade, ou de qualquer lugar onde houvesse um mínimo de civilização. Seja por causa de divergência ideológica ou inadequação ao sistema vigente, a revolução sempre foi o meio mais utilizado para provocar alterações radicais sobretudo num cenário político ou social. O desejo de mudança faz parte da alma do ser humano. A rebelião e a revolta são as armas mortais dos descontentes. E a anarquia - a total ausência de governo, diretrizes e hierarquias - seu instrumento de trabalho.
Se foi e sempre será assim na sociedade mortal, porque não o haveria de ser também na sociedade vampírica?"


- Prof. Thomas Wash, "Elder Brujah"

Embora a grande maioria dos jogadores de Vampiro ainda prefira personagens mais tradicionais, os anarquistas (Anarchs, no original) estão entre os de maior potencial.

A própria situação do personagem, em oposição ao Príncipe e ao sistema da Camarilla, exige do jogador capacidade maior de raciocínio, criatividade e interpretação. Nem sempre o estilo de vida perigoso serve como incentivo (nem todo mundo encara numa boa perder o personagem no meio de uma aventura...), mas existem os que gostam do desafio.

O espaço dedicado aos anarquistas no livro básico de Vampiro é pequeno. Apenas uma visão geral do que é um anarquista. Para corrigir esse erro a White Wolf lançou The Anarch Cookbook - que não foi traduzido ainda. Bem, para corrigir esse outro erro, vamos falar um pouco mais sobre anarquistas e Estado Livre (Anarch Free State).

Introdução

Olá! O quê? Quem eu sou não importa. Pelo menos não agora. A divulgação de meu nome poderia trazer muitos problemas, dado o assunto delicado do qual pretendo tratar. Sabe como é ... não é bom ser visto fazendo propaganda anarquista por aí. Ainda mais em uma cidade como esta...

Mas nada disso é importante. Meu único papel aqui hoje é fazer com que você entenda um pouco mais sobre o Movimento, compreenda o valor da Causa e julgue tudo com base em seu próprio pensamento, sem se importar com o que os outros pensam ou dizem a respeito. Ignorando os boatos espalhados a nosso respeito. Confiando apenas em seu próprio julgamento e em nada mais.

Então você será capaz de nos julgar por si mesmo e resolver o que é ou não melhor para você. Fácil, não?

O Que é o Movimento

Para começar, esqueça tudo que ouviu de qualquer elder sobre Antediluvianos e Bichos-Papões da mitologia vampírica. Eles são apenas isso: lendas. Histórias meticulosamente elaboradas para manter suas crianças nos devidos lugares, sem questionar coisa alguma. Tentam nos assustar, quando na verdade ELES têm medo de nós!!! Através de seus Príncipes e primigênies, eles controlam um sistema rígido e estagnado, que poda a liberdade do indivíduo e seu direito de agir livremente.
O que interessa a nós, jovens e ignorados, presos sob as asas de nossos anciões, é virar a mesa. Invadir a sala do trono e roubar a coroa do rei. Tomar definitivamente o poder dos velhos caquéticos e mostrar a eles como se governa uma cidade.

E como se governa um cidade? Sem governo algum! Que cada um fique ciente de suas responsabilidades e responda por seus atos. Que a Anarquia domine! Todos devem saber que a força de muitos é maior que a força de um só! Que cada vampiro possa fazer o que quiser sem prestar contas a ninguém, exceto a si próprio! Que todos sigam o exemplo do Estado Livre de Los Angeles...
É essa a nossa Causa, meu jovem. É por isso que lutamos e continuaremos lutando, até que o último de nós encontre a morte final...
Que fique bem claro: nada feito por anarquistas é feito de graça ou sem propósito, certo? Em TUDO, do ato mais ínfimo ao mais importante, a ideologia da Causa está presente. Essa ideologia libertária já está na mente de cada um de nós e se reflete em nossas atitudes e ações.
Não há como e nem porque fugir disso...

Quem são os Anarquistas

Não existe preconceito entre os anarquistas. Qualquer um é bem vindo em nossas fileiras se compartilhar nossa ideologia de libertação.
Mesmo assim, como estudioso, notei a existência de um fenômeno comprovado no que tange a este assunto: a boa parte de nossos "membros" tem um perfil definido. Muitos fizeram parte de pelo menos um outro movimento "revolucionário" em suas vidas mortais (eu mesmo fiz parte do movimento hippie na década de 60...). Estes encontram no Movimento Anarquista uma continuação de seus esforços após o Abraço. O ideal não morre com o corpo...

Outros eram apenas "rebeldes sem causa" enquanto mortais e encontram no Movimento um meio de liberar sua revolta, direcionando-a para um meio efetivo. Eles encontram aqui uma causa por qual lutar e um objetivo para atingir. Boa parte de nossos integrantes são punks, skatistas, bikers, gangsters e por aí vai.

O Movimento Anarquista também serve de apoio para um tipo específico de vampiro cruelmente perseguido pela Camarilla: os Caitiff.

Há muito tempo o Movimento vem servindo como "lar" para esses vampiros rejeitados e sem rumo. Através de nossa luta eles ganham um sentido para suas "vidas" e a oportunidade de cuspir de volta toda a humilhação patrocinada pela Camarilla. Sendo quase totalmente livres dos padrões impostos pela Camarilla (uma vez que não tiveram senhores para incutir as mentiras sussurradas no ouvido dos jovens há séculos), os Caitiff têm mais potencial para o anarquismo.
Ao desprezar estes jovens, a Camarilla cava seu túmulo sob seus próprios pés...

Você Quer Ser Anarquista?

Ah... está começando a ver a verdade, não? Sim, sim, posso ver em seus olhos.
Bem, ser um anarquista não é tão fácil quanto comprar um título de um clube de campo. Como você deve ter percebido, existe muito mais.

Você deverá provar que poder ser útil, demonstrar sua lealdade. Lembre-se: embora velada e discreta, esta ainda é uma guerra - e na guerra não há espaços para fracos.

Costumamos fazer alguns testes: podem parecer meros "trotes de faculdade" à primeira vista, mas não são. Através deles saberemos se podemos confiar em você, qual o seu potencial, como poderá nos ajuda...

Existe também outra alternativa. Se você vive em outra cidade, onde os vampiros ainda não notaram a prisão em que vivem, não perca tempo. Nada impede que você inicie seu próprio Movimento. É um modo de espalhar nossas palavras e ideologia por todo o país sem precisar dividir nossas forças.

O jeito mais "fácil" é através do Abraço. Escolhendo as pessoas certas você é capaz de iniciar um contingente razoável de vampiros fiéis a você e a Causa. Por outro lado, criar Progênie sem permissão é violar uma das Tradições e desafiar a autoridade do Príncipe (o que por si só já é uma grande compensação), podendo atrair a ira do mesmo. Isso pode acarretar uma Caçada de Sangue contra você...

A outra alternativa é o recrutamento através da observação de membros em potencial e uma breve explicação sobre o que significa isso (mais ou menos o que fiz com você). Deve alertar, porém, que a escolha deve ser feita com total segurança. Convocar um cainita que não compartilha das idéias do Movimento pode ser desastroso, principalmente se tiver qualquer ligação com a Camarilla.

Os Inimigos

Como disse antes, ser um anarquista não é nada fácil ( e quem disse que era?). Tenha em mente quem é seu inimigo. Imagine, por exemplo, o Anti-Cristo para os cristãos: a antítese de Jesus, o oposto de tudo em que eles acreditam. Pois é. Cada Príncipe é como um Anti-cristo para nós.

E os Justicars representam o próprio demônio. Eles servem de sustentação a toda essa ladainha espalhada indiscriminadamente pela Camarilla. É um jogo de gato e rato: eles nos perseguem e nós os perseguimos. Os papéis de caça e caçador se revezam a cada round de nossa luta.
Mesmo querendo, não poderíamos ter escolhido inimigos mais perigosos...


A Guerra: Chamado às Armas

Bem, este é um dos momentos mais gloriosos para nós. O chamado às armas e a convocação definitiva à batalha final dentro de uma cidade. É o momento de tomar o poder.

Logicamente, isso não é feito sem planejamento. É preciso estar atento à política da sociedade vampírica: as brigas de Cainitas e clãs entre si; as intrigas e objetivos pessoais dos membros da Primigênie. Estes dois fatores podem transformar uma invencível força de defesa em algo frágil feito vidraça.

Por isso, sempre que os planos de dominação de uma cidade começam a florescer, deve-se sempre esperar pelo momento certo. O momento de maior instabilidade e conflito entre os inimigos é a hora exata para a revolta...

Feito o chamado às armas, não há mais volta: é matar ou morrer. Geralmente a revolta vampírica é camuflada meio a algum tumulto causado por humanos, como conflitos inter-raciais, guerras civis, manifestações políticas, blecautes... tudo é planejado de modo que os eventos coincidam. Quando necessário, membros do próprio movimento iniciam tumultos entre os humanos para causar o caos de que necessitam para disfarçar a revolta.

Os pontos-chave de ataque em uma revolta variam de cidade para cidade, mas os refúgios do Princípe e de cada membro da primigênie são alvos mais prováveis. Inclua na lista algum ponto de encontro de vampiros, como o Succubus Club de Chicago, por exemplo.

O sucesso de uma revolta não depende unicamente da força bruta (embora este fator ocupe um espaço muito importante) mas também de estratégia, inteligência e observação. Conhecimento total da cidade/alvo é essencial...

Nossa maior vantagem é que os inimigos nos vêem como um bando de barbáros selvagens...

O Objetivo: Estado Livre

Com o sucesso da revolta, a tomada da cidade e a execução sumária do Príncipe e sua corja, deve-se começar a instalação do Estado Livre.

O Estado Livre é o sonho de qualquer Cainita que preze a liberdade. Em um Estado Livre não há Príncipe ou primigênie. Todas as leis são feitas por cada um através de seu próprio bom senso.

Não há dominação ou opressão. O único direito supremo é o direito de ser livre. Isto é o mais próximo que podemos chegar do sonho de Cartágo.

O exemplo mais famoso de Estado Livre é a cidade de Los Angeles na Califórnia. Instaurado em 22 de dezembro de 1944, após a Revolução Gloriosa comandada por Jeremy Mc Neil e Salvador Garcia, o ideal anarquista sobrevive até hoje. Resiste a todas as tentativas de retomada, tanto da Camarilla quanto do Sabbat (como no caso da Revolução de 1965).

No dia de sua fundação foi lido o Status Perfectus, documento que declarava a cidade de Los Angeles como um Estado Livre.

Considerações Finais

Bem, é tudo por enquanto. Óbvio, o Movimento Anarquista é muito mais complexo que o espaço para este artigo... mas você poderá conhecê-lo melhor.

Sei que não foi uma perda de tempo contar tudo isto para você. Claro que não! No fundo todos sabemos que a liberdade de fazer o que quiser significa para nós. O valor que ela tem. E tenho certeza que você não será diferente.

Vá para Los Angeles um dia destes. Tenho contatos lá que podem me colocar à sua disposição. Então você poderá descobrir como é viver onde as garras dos anciões não nos tocam.

Se quiser ignorar tudo o que eu disse até agora... tudo bem. Faz parte do jogo. Espero que você nunca precise pagar o preço por ter feito a escolha errada. Espero que não passe por humilhações nas mãos de Príncipes e anciões para entender o que é realmente certo.
Ah! E fique atento.
Talvez você ainda possa ficar ao nosso lado quando tomarmos sua cidade...


Status Perfectus

Declaração dos Princípios de Auto-Governo dos Cainitas dos Estados Livres

Nós, Cainitas dos Estados Livres, e todos que escolheram a liberdade à opressão, reunidos neste dia, nos comprometemos a seguir os seguintes princípios:


1) Nos declaramos livres e independentes, não devendo aliança a nenhuma criatura ou organização.
2) Declaramos nossa habilidade de governarmos a si próprios sem a presença de um Príncipe, primigênie ou qualquer outra lei que não tenhamos escolhido.
3) Declaramos nossa solidariedade para com os Cainitas oprimidos em todo o mundo, e ofercemos nossa cidade como lar para Cainitas de todas as gerações e clãs, e que concordem em conviver em harmonia conosco.
4) Aceitamos nossa responsabilidade para com nossos irmão e irmãs oprimidos em todo o mundo e nos comprometemos a ajudá-los a qualquer momento, em qualquer lugar, em sua luta pela liberdade. Liberdade esta que declaramos ser direito de nascimento de todo Cainita, agora e sempre.
5) Reconhecemos nossa responsabilidade na manutenção da Máscara e prometemos protegê-la e defendê-la.
6) Estabelemos este Status Perfectus e reconhecemos este documento como o direito de todos os Cainitas.
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