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 Parte um - Saudades

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Jacob
The Collector
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MensagemAssunto: Parte um - Saudades   Qua 17 Jun 2009, 21:30

Tipo me "inspirei" para escrever esse conto baseado na minha primeira cronica livre, mas mudam algumas coisas.

David estava em seu apartamento deitado na poltrona pensando na vida, fazia dois anos que ele não via ninguém da família e ele se perguntava como eles estavam.

O pai estaria passando bem depois do ataque cardíaco? Já fazia um tempo e todos lhe diziam que o pai se recuperara bem, mas isso ainda o preocupava. Será que a mãe ainda fazia aquela lasanha deliciosa? Mesmo sabendo que não pode comer um único pedaço ele ainda sentia saudades da comida da mãe. E Jeniffer como ela estaria indo na New York University?

Será que era algum tipo de pegadinha do destino? A irmã assim como ele cursar direito. Ao pensar nisso David se lembrava que parara na metade do curso, ele queria ser Advogado, mas ele não podia voltar para a faculdade, não agora, já tinha muita coisa para se preocupar não precisava de provas complicadas e professores antipáticos para piorar o seu humor.

E Maria? Como ela estaria? Ela não havia se mudado do apartamento que ele alugara para ela ou o teria avisado. Será que ela estava passando bem?

O tempo passa e esses pensamentos não saiam de sua cabeça por mais que ele desejasse. As chaves do carro na mesinha ao lado pareciam encará-lo. Ele queria ir ver a família, mas não podia por todas as razões do mundo não podia.

As chaves continuavam a encará-lo, ele olhou para o lado e viu que eram 22:30h. Estava um tanto tarde para ir para Newmark ver os pais e voltar na mesma noite, mas Jennifer morava em NY.

“Eu vou só passar lá ver se ela esta bem, não preciso nem conversar com ela.”

Então se levanta do sofá, pega as chaves da casa, do carro e o paletó do terno e sai apressado pela porta, na pressa esquece as armas no armário, nunca saia sem elas.

Saindo do apartamento tranca a porta rapidamente e vai para o elevador. Dentro dele veste o paletó e checa o horário novamente.

- Talvez ainda de tempo.

Ao chegar no andar da garagem sai e caminha apressado ate o carro, entra, coloca o cinto de segurança da a partida e se dirige a Universidade de New York, departamento de direito.

David estacionava o carro a uns 10 metros da saída dos estudantes, fechava seu carro e ia em direção a saída principal, sentou-se em um banco de madeira próximo a saída.. olhava o relógio faltava cerca de 10 minutos ainda, se perdia nos pensamentos de como sua irmã poderia estar, se ela ficaria segura de velo novamente, será que ela iria o reconhecer?

Devid dirigiu por cerca de meia hora ate chegar na universidade “É irônico como é tão perto e tão longe”. Entrando no campus estaciona o carro em uma vaga da caragem ao ar livre, a noite estava com um ar agradável que o motivou ainda mais a andar ate o departamento de Direito.

Enquanto se aproximava David avista ao longe uma roseira, era primavera nos estados unidos então a roseira estava cheia de rosas brancas, David pensava será q poderia pegar alguma? será que devia pegar alguma?

Olhava o relógio ainda faltava 9 minutos, ele poderia ir até lá e pegar um se quisera, mas será q seria conveniente?

O banco aonde estava David estava com o poste de luz queimado se ele quisera apenas avistar sua irmã seria ali o melhor lugar...

Observava a roseira distraidamente por um tempo. Enquanto isso as lembranças da infância lhe vinham a mente, se lembrou da viagem que fizera ao Canadá aos 13 anos para esquiar e como se divertira com a Irmã e os primos. Eles eram só crianças, sem nada na vida para se preocupar alem de tirar boas notas na escola. "Que época boa".

"A ultima vez que falei com ela foi quando ela me disse que havia entrado para a faculdade; ela deve ter mudado tanto. Como será que ela esta? Dois anos... Eu lembro que ela queria fazer uma tatuagem de borboleta, será que fez? Será que já esta namorando?"

Enquanto David estava perdido em pensamentos os estudantes começavam a sair. O sinal não tocou como de costume, estranho David pensou. Em meio aquela multidão ele avistou uma menina ruiva de cabelo preso, uma tatuagem em seu pescoço estava evidente, era uma belíssima borboleta azul marinho. O seu modo de andar, o jeito de falar, os gestos estavam mudados, mas David a reconheceu mesmo assim, ela estava muito mais madura que ele se lembrava.

"Ela fez a tatuagem, esta linda como sempre". "A menininha cresceu" a frase irônica não saia de sua cabeça. E continuou a observá-la por mais um tempo e viu que ela estava acompanhada de um rapaz.

"Ok você já a viu, agora vá embora seu idiota, você não quer que ela se envolva com os seus problemas”. Apesar disso permanecia no mesmo lugar.

Jeniffer e o rapaz caminharam ate um banco onde se sentaram e começaram conversar animadamente.

- Ela parece bem.

Então os dois começaram a se beijar de modo apaixonado. Durante o beijo o rapaz começou a tocá-la nos seios o que acabou deixando David meio irritado. “Será ciúmes de irmão?” Ele pensava.

- Aqui não seu bobo. - Ela dizia enquanto dava um tapa de leve no ombro do rapaz.

“Porque será que ela nunca me apresentou nenhum dos namorados? Bem talvez não seja afinal a garotada hoje em dia é tão liberal, bem esta na hora de ir”.

David levantou do banco onde estava e começou a caminhar em direção ao estacionamento.

Enquanto voltava para o carro David ouviu o barulho de passos apreçados atrás de si. Mas antes de ter a chance de se virar e ver o que era uma mão o tocava no ombro seguida de uma voz muito familiar.

- David? - Era a voz de Jeniffer.

David se virava lentamente se preparando para esta frente a frente com a irmã depois desses dois anos. – Você não muda, ia embora sem nem falar comigo. - Algumas lagrimas desciam pelo rosto mas ela logo as enxugou. - Você é sempre tão egoísta.

“Egoísta?” Da uma risada de leve. “É talvez no fundo eu seja egoísta mesmo, e vai ver foi por isso que sinti raiva quando a vi beijando aquele cara.” Mas logo ele afasta esses pensamentos.

- Desculpe, você me conhece. Só queria ver se você estava bem. – Enquanto fala se aproxima da irmã e lhe da um abraço enquanto lhe faz um carinho na cabeça.

- Viu quando você quer você sabe ser gentil seu idiota. – O abraça com mais força. Depois de alguns instantes os dois se separam. Jeniffer se vira para trás fazendo um sinal para o rapaz que ate agora estava mais afastado se aproxima-se.

- David este é o Michael meu namorado; Michael esse é o meu irmão David, desculpa se foi meio estranho, é que não nos víamos ha muito tempo.

O rapaz se aproxima de David com um sorriso de “muito prazer” e estende a mão para David. David faz um aperto de mão bem forte, mas o rapaz nem mesmo pisca. “Ele deve malhar ou algo parecido”.

- Talvez você não saiba, mas você é tipo o herói dela. Ela fala bastante de você, estava ansioso para conhecer a lenda.

- Ela sempre exagera.

- Exagero? Você me tirou da água quando o gelo quebrou naquele dia do lago eu tinha uns 10 anos. Você é meu herói sim.

- Isso é verdade? Nunca ouvi essa historia - Michael

David tirava o maço de Alain Delon do bolso e acendia um. – Sim é mais ou menos isso. Não foi nada de mais – da uma tragada - é o que qualquer irmão faria.

Jeniffer pega o cigarro e o joga no chão e pisa encima. – Isso ainda vai te matar algum dia, o exemplo do Vovô não foi o suficiente?

- Eu sou uma pessoa burra, e você sabia que o maço disso custa 50 dólares? Eles são meio caros pra você ficar jogando fora.

- Pouco me importa, gaste o dinheiro com coisa melhor – enquanto Jeniffer falava, Michael dava algumas risadas.

- Parece que não é só comigo que ela implica... e David você deve ganhar bem pelo visto. Seus gostos parecem ser requintados.

- Como ela disse eu sou só um idiota que gosta de gastar dinheiro com coisas caras. Jenny, eu preciso ir agora, você sabe o trabalho suga cada segundo do meu tempo; e eu preciso do meu sonho de beleza.

- E ate hoje eu não sei que trabalho é esse. É bom não ser nada ilegal heim mocinho – franse o cenho – Vê se aparece mais vezes e vá visitar o papai e a mamãe algum dia desses.

David começa a andar em direção ao estacionamento e enquanto caminha da um ultimo recado enquanto acena. – Michal cuide bem essa minha irmã cabeça oca por mim.

David olha o relógio, eram 11:30. Para David a noite estava apenas começando...
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