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 A Cor da Vingança (Primeira Parte)

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Fausto
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MensagemAssunto: A Cor da Vingança (Primeira Parte)   Sex 19 Jun 2009, 22:10

A Cor da Vingança (Primeira Parte)

A pequena Ângela abre seus olhos durante a madrugada e percebe que aquele não é seu quarto, ela está deitada em uma aconchegante cama de casal com vários cobertores vermelhos e travesseiros de seda, apesar de ter apenas cinco anos de idade, ela não sente medo de estar em um lugar desconhecido e estranhamente se sente até segura, o silêncio é rompido pelo som de gotas que parece cair em algum lugar muito longe, a porta que se encontra a frente da silenciosa Ângela que ostenta uma maçaneta de prata que brilha, mesmo com a fraca luz das cinco velas que estão ao pé da cama, as paredes do quarto foram feitas de alguma rocha escura, o que dá um ambiente rústico ao local, no quarto ainda há uma antiga cômoda com uma porcelana de algum lugar bastante exótico, tudo muito empoeirado, o quadro que fica no fundo do recinto ostenta uma figura de um senhor calvo e mal encarado com um uniforme que já foi usando em alguma guerra européia, mas que agora não quer dizer coisa alguma para nosso tempo. O clima melancólico é quebrado com o som de passos se aproximando, rápidos e firmes e ao abrir a porta, uma mulher com aparência de vinte anos, com cabelos longos e brancos, com um vestido longo e azul que vai até seus pés e se mostra para Ângela, a mulher apresenta um leve sorriso quando entra no quarto e fecha a porta.
- Está com medo?
- Agora sim.
A mulher ficou encantada quando Ângela se sentou na cama para responder a sua pergunta, gostou do cabelo castanho escuro, de seu pijama e da rapidez e sinceridade que lhe mostrou, a noite estava apenas começando e ela tem todo o tempo necessário para tornar esse momento o mais doce possível.
- Qual seu nome?
- Luciane.
- O mesmo nome da minha mãe...
A mulher já sabia disso, ela utilizou esse recurso apenas para tentar se aproximar um pouco mais da menina e quantas vezes isso já funcionou? Quantas crianças já entraram neste quarto de pedra? A mulher já havia desistido de contar, quando percebeu que elas não sabiam nem o nome da mulher que as manda embora, e qual é a razão disso, se elas vão embora e nunca mais vão voltar...
- Na verdade meu nome é Felícia. Quer que eu lhe conte uma história, Ângela?
- Quero, é de ursos?
- Pode ser, não quer se deitar agora? Eu vou começar a contar... “Em uma floresta distante, havia uma família de ursos bastante unida, havia a mamãe ursa e seus quatros filhos, eles não podiam viver sem a sua mamãe, por que eles tinham um único coração que estava com ela, essa família era a mais forte de toda a floresta, e deixava os outros animais com muita inveja, um dia o javali, a serpente e a águia, descobriram que só poderiam vencer o poder deles, se conseguissem fazer com que a família quebrasse as leis da floresta e fossem penalizados com isso, e foi o que aconteceu. As leis mandaram prender a mamãe ursa no fundo da mais alta montanha e nunca poderia receber visitas, os seus filhos perderam todas as suas forças e foram obrigados a servir toda a floresta, e até hoje eles esperam o dia de se encontrarem de novo, como as leis mandam...”
- É uma historia triste, o que eles fizeram de errado?
-Na verdade eu não sei, Ângela. Mas eu soube que logo eles vão se encontrar novamente, se sente melhor?
-Sim, então eu poderei vê-los?
-Penso que não, minha pequenina, você logo irá embora e não vai mais se preocupar com isso.
Ângela observa os caninos de Felícia crescerem, a medida em que ela se aproxima, a menina apenas olha, enquanto é jogado para trás os seus cabelos para ficar a mostrar o seu pescoço, Felícia se aproxima do ouvido da menina e pergunta em um tom muito baixo se ela já ouviu a estória da terra do nunca e antes mesmo que a criança possa responder, ela sente os caninos penetrarem em sua carne e seu sangue sendo sugado dando a sensação que seu sono aumenta cada vez mais, a criança vai entrando em uma escuridão cada vez mais densa e fria, ela já não consegue chorar ou chamar a sua mãe que agora fica vez mais distante, uma distancia que nunca irá mais desaparecer por que Ângela agora está na terra do nunca, onde nenhum mortal jamais retornou.
Felícia terminou o ato que ela repete a incontáveis eras, que já praticou com crianças, mulheres, rapazes e senhores de idade avançada. Mas ela ainda mantêm algum tipo de afeição com crianças tão jovens, ela ainda se dá ao luxo de deixar uma pequena boneca de porcelana junto do corpo e a deixando com se estivesse dormindo, um ato que ela deixou de entender por quê a deixa menos culpada pelo o que acabou de fazer e as penalidades que ela sofrerá serviram para tirar desse terrível tédio que ela sofre a mais de cinco séculos.

***

Durante toda essa semana, as noites tinham sido bastante agitadas, ninguém conseguia manter a sua rotina, com o todo poderoso tão nervoso e sedento de informações sobre seus dois animais de estimação que ele tanto gostava, ele simplesmente não deixava ninguém em paz, enquanto que a mídia noticiava cada virgula que era levantada pela policia sobre o seqüestro das duas altas executivas, juntamente com a filha de uma delas, em condições extremamente misteriosas, o chefão mobilizava tudo que era possível, independente do quem ou o que seja para que seus segredos não sejam descobertos e seu império de cartas ruim antes do esperado, e conforme ele ia descobrindo quem era responsável por essa ousadia, ele se tornava cada vez mais furioso, até que a sua explosão de fúria se mostrou de forma completa quando soube o nome da pessoa, o que fez que quase levasse abaixo a sua luxuosa mansão que ele mantinha escondida aos olhos da lei há mais de um século.
Todos investigavam os inimigos declarados ou até os aliados distantes e não encontrava nenhuma pista do paradeiro das duas, as teorias de conspiração surgiam a toda hora, o desastre que um dia chegará, para muitos já estava presente, mas tudo não passava de puro medo, frente ao chefe que passava a noite quebrando moveis e até algumas pessoas que ficava a sua frente.
Claro que ele não partiu para agressão física com a pessoa que se encontra dentro desta luxuosa limusine e que vai resolver esse impasse, ele continua fazendo o mesmo jogo psicológico há mais tempo que se pode agüentar, obrigando a fazer exatamente o contrario de sua natureza, como é o caso de colocá-lo dentro desse carro e não deixá-lo correr livre pela floresta, de servir como garoto de recados, quando essa pessoa é pura ação. O atual senhor de todos também está indo resolver esse problema, mas vai logo atrás, obrigando a pessoa que está a frente dele a mais uma situação constrangedora.
A pessoa que está indo entregar esse recado já não pode correr, por que sua perna esquerda foi esmagada em uma briga em que ele não deveria ter entrado, mas ele sempre insiste em brigar e sempre sofre as conseqüências por isso, como vai acontecer com a pessoa responsável pelo seqüestro. O local em que estão escondidas as duas executivas é um antigo barracão que já foi muito importante para as atividades ilícitas da cidade, devido a seus cômodos que foram construídos abaixo do nível do solo, já foram usados para se esconder, para torturar, para conspirar e também para saciar a sempre constante sede que muitos sentem e que alguns saciam de forma não permitida.
O visitante quando chega a empurrar a porta, percebe que nem mesmo estava trancada, ele entra e vê que somente a luz da lua que ilumina o local, as maquinas muito antigas, são agora somente ferro velho, há muita madeira quebrada, colchões sujos, roupas rasgadas e imundas e muitos ratos correndo de lado para outro, no lado direito do barracão, perto do que já foi chamado de banheiro, há uma porta de ferro sem nenhuma maçaneta, ele sabe que não é preciso gritar para que Felícia o escute, mesmo estando nos túneis mais profundos do esconderijo, por que a audição é excepcional mesmo entre as pessoas que são iguais a eles.
- Vamos logo com isso, Felícia. Ele logo vai chegar aqui também.
- Ora, mas ele mandou o contador de estórias para me avisar? Ele sempre nos surpreende, então o que vai ser?
Felícia olha para o homem com um sobretudo preto surrado, cabelos negros compridos que cobrem a maior parte do seu rosto, a barba é pouco espessa e seus olhos castanhos um pouco de tédio.
-Você não fez nada com elas, não é?
A mulher apenas dá uma risada para a pergunta, ela então caminha na direção do homem, fixando em seus olhos, ela quer perguntar onde está a pessoa que ama e se ela está bem,mas quando ela toma coragem para perguntar, o barulho de um carro invade o barracão, os dois sabem de quem se trata e ela desce para buscar o motivo da visita tão ilustre e o homem vai recepcionar, a contra gosto, o poderoso homem que controla tudo e a todos há mais tempo que deveria...

(aguardando comentarios... Smile )
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Pierre Moonsrapier
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Descrição física : Pierre é um homem alto (182cm) e negro. O rosto largo com um óculos com as lentes redondas, um sorriso estranho e branco contrastando com a cor da pele. Sempre anda bem vestido o que dá ao Ductos um ar mais social do que realmente é.
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MensagemAssunto: Re: A Cor da Vingança (Primeira Parte)   Sab 20 Jun 2009, 17:53

Conseguisse dispertar minha curiosidade, aguardo a continuação :DD
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